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  • Mariana Negrão

VÁ AO MUSEU, VÁ A EXPOSIÇÕES !

Hoje em dia a cultura e a arte, mais que nunca, estão precisando de fôlego para continuar em frente e muito apoio das pessoas. Por isso, estou trazendo esse post no Blog Urihi para refletir qual é a importância da cultura e da arte na atualidade e de incentivar vocês à irem em museus, exposições, galerias e eventos artísticos culturais, mesmo que online.


Contextualizando a arte moderna no Brasil, onde teve seu marco em 1922 durante a Semana de Arte Moderna que aconteceu em São Paulo, no Theatro Municipal, entre os dias 13 e 18 de fevereiro, foi, e de certo modo continua sendo, uma das eras mais importante no mundo da arte. Através da Semana de Arte Moderna muitas tendências foram evidenciadas trazendo um novo olhar para o futuro. E os profissionais envolvidos neste evento, foram influenciados pelas vanguardas europeias e pela renovação geral no panorama da arte ocidental, unindo esforços para apresentar novas produções ao grande público.

A partir disso, a arte moderna formou-se uma nova realidade cultural no Brasil com novos grupos, novos artistas, novas publicações e novos olhares.


Por que eu trago a Semana de Arte Moderna como um marco na cultura e na arte brasileira? Porque de fato foi um marco e, com isso, as pessoas começaram a trazer mais cultura e arte para a vida delas, para seus cotidianos, suas rotinas e principalmente para o seu lazer. Aliás, desde a antiguidade, ela é utilizada como uma forma de expressão do homem, que registrava a história, a cultura, os sentimentos e as convicções de seu tempo. Por isso, ela também sempre foi vista como um instrumento de reflexão e transformação da nossa maneira de pensar e entender o mundo.


Hoje, encontra-se diversos estudos mostrando como e porque a arte é tão importante para nossas vidas, entre benefícios sociais e emocionais. Como se não conseguíssemos evitar, a arte está em tudo, começando por nós mesmos. Para considerar arte, não precisa ser útil ou belo, entenda a diferença entre arte e design - design precisa ter função/utilidade, arte não precisa ter função/utilidade -, basta atingir nossos sentidos e nos proporcionar qualquer tipo de reação.


Quando esta escrevendo este texto, pesquisando e estudando sobre o assunto abordado, me deparei com uma frase do escritor, poeta e dramaturgo britânico Oscar Wilde na qual fez todo o sentido do refletir qual é a importância da cultura e da arte na atualidade:

"A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida..."

Com isso, percebi como a vida deveria ser norteada pelas preocupações artísticas como forma de enfrentamento dos problemas do mundo moderno, pois as preocupações artísticas atingem um amplo muito amplo de conhecimentos, pensamentos e sentires. Porque o artista ao executar uma obra/trabalho reverbera todos os seus sentimentos, a sua percepção de mundo, seus pensamentos, sua luta, seja ela qualquer linguagem artística (pintura, escultura, teatro, música, literatura, dança, etc), transpassando um significado real para cada pessoa que aprecia cultura e arte e que poderá transformar a realidade pessoal e social.


"Desenvolver e valorizar o fazer artístico, fomentar a cultura, unir talentos diversos, exercitar o pensamento crítico, estimular a o intelecto e sensibilizar a alma,... . Que um pouco dos personagens aqui nascidos, possa ficar vivo no coração de cada espectador." (João Luís Mendes Dias - professor e diretor teatral.

Com todas essas justificativas, deixo aqui meu convite à vocês para frequentarem mais os espaços culturais e artísticos pelas cidades, seja ela qual for, sempre tem algum ponto cultural e artístico.

O museu mais recente que fui, foi o MASP (Museu de Arte de São Paulo), um espaço voltado para grandes obras e grandes artistas dentro da história da arte. Ali encontramos obras de Vicent Van Gogh, Tarsila do Amaral, Candido Portinari, Giovanni Boldini, Claude Monet, entre outros grandes nomes nacionais e internacionais.



O Museu de Arte de São Paulo é um museu privado sem fins lucrativos, fundado em 1947 pelo empresário e mecenas Assis Chateaubriand (1892-1968), tornando-se o primeiro museu moderno no país. Chateaubriand convidou o crítico e marchand italiano Pietro Maria Bardi (1900-1999) para dirigir o MASP, e Lina Bo Bardi (1914-1992) para desenvolver o projeto arquitetônico e expográfico. Mais importante acervo de arte europeia do Hemisfério Sul, hoje a coleção do MASP reúne mais de 11 mil obras, incluindo pinturas, esculturas, objetos, fotografias, vídeos e vestuário de diversos períodos, abrangendo a produção europeia, africana, asiática e das Américas. (fonte: masp.org.br)

Além da mostra de longa duração de seu Acervo em transformação na pinacoteca do museu, realiza-se ao longo do ano uma ampla programação de exposições coletivas e individuais que se articulam em torno de eixos temáticos: as histórias da sexualidade (2017), as histórias afroatlânticas (2018), as histórias feministas/histórias das mulheres (2019). É importante levar em consideração o termo plural “histórias” que aponta para histórias múltiplas, diversas e polifônicas, histórias abertas, inconstantes e em processo, histórias em fragmentos e em camadas, histórias não totalizantes nem definitivas. “Histórias”, em português, afinal, abarca tanto a ficção quanto a não ficção, as narrativas pessoais e políticas, privadas e públicas, micro e macro. (fonte: masp.org.br)



Neste momento, dentro do museu, tem duas exposições em destaques: Beatriz Milhazes e Degas.

Beatriz Milhazes é uma artista brasileira contemporânea e a exposição em cartaz é a maior que já aconteceu até o momento na carreira dela. A artista trabalha com um complexo repertório de imagens associadas a diversos motivos, origens e fontes, sobretudo em pintura, gravura e colagem, mas também em desenho, escultura, livros de artista, têxteis, entre outros. Oscilando entre abstração e figuração, geometria e forma livre, suas composições são intrincadas, densas, multicoloridas e literalmente cheias de camadas — de cores, tintas, papéis e significados. Cada forma surge e se desenvolve a partir de um universo específico, podendo perdurar por décadas no repertório da artista, transformar-se ao longo dos anos ou marcar um determinado período. As fontes são diversas e plurais — do modernismo ao barroco, da chamada arte popular à cultura pop, da moda à joalheria, da própria história da arte à natureza, da arquitetura à abstração. (fonte: masp.org.br)



O título da mostra empresta o nome da avenida onde se situam as duas instituições que coorganizam o projeto: o Itaú Cultural, onde são exibidas colagens e gravuras, e o MASP, onde são expostas pinturas, esculturas, desenhos, uma tapeçaria, além de livros e documentos. Avenida Paulista é também o título de uma pintura feita especialmente para a ocasião e doada pela artista ao MASP; é exposta no segundo andar, espaço do acervo do museu, onde se encontra também a escultura Marola.

A exposição inclui mais de 170 trabalhos feitos a partir de 1989, um ponto de inflexão na trajetória de Milhazes. Foi nesse ano que ela desenvolveu a técnica que chamou de monotransfer, em que ela pinta sobre uma folha de plástico transparente e depois decalca ou transfere o elemento pintado e seco para a tela (uma dessas folhas está exposta na vitrine no primeiro subsolo). Esta é uma oportunidade verdadeiramente única para se conhecer o trabalho tão diverso, complexo, multifacetado e singular de Beatriz Milhazes, uma das artistas mais significativas da cena brasileira e internacional no século 21. (fonte: masp.org.br)


Esta exposição foi a que eu mais queria ver, porém, infelizmente, cheguei para vê-la faltando 10 minutos para encerrar as atividades do museu, não sei se foi azar ou falta de atenção rsrs..

O que eu acho mais incrível é de ser uma exposição em um dos museus mais importantes do Brasil, ser uma exposição de uma MULHER e de uma ARTISTA, nos quais são pontos que eu sempre bato em cima para que nós valorizamos cada vez mais e nos conscientizamos a ver e consumir mais artes de mulheres.



Então espero que este texto incentive você à ir em mais museus, galerias, exposições, teatros, mesmo que online e mesmo que na pandemia. Porque existe muita coisa linda e interesse para se ver, sentir e experimentar por ai.


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