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  • Mariana Negrão

Arte Contemporânea

No texto de Ledur (2012) fica claro o porque dele explicar a arte contemporânea como a mais legitima explicação da arte na atualidade, pois os conceitos de arte contemporânea, em minha visão, ultrapassa os limites da linha tênue entre real e irreal, tangível e intangível, estável e instável, experimentação e concretização.

A contemporaneidade dentro da arte traz a subjetividade, que em toda história, carregou. A arte, hoje, não é apenas uma obra em tela, ela atravessa esse conceito da arte estar apenas em telas, ela vem pro mundo material, vem pra vida, vem pro 3D, vem para todos os outros sentidos do ser humano e da natureza em si.

Dentro de todas essas expressões que a arte contemporânea traduz para o mundo e para as pessoas, esse movimento vira uma ferramenta de transformação. Para provocar, incentivar, criticar, dialogar em cima das mudanças que são de suma importância acontecer para a evolução do mundo.

Como a subjetividade está presente na arte, podemos usar esse conceito a nosso favor e transformar qualquer tipo de pensamentos, dúvidas e mudanças em realidade para que as pessoas percebam que realmente algo precisa acontecer.

Com isso, entendemos sobre um marco importante, que podemos dizer que foi um início da arte contemporânea no mundo, a obra de Marchel Duchamp, onde ele afirmava que qualquer coisa pode ser objeto de arte, qualquer um pode ser artista e de que não há uma maneira correta de se relacionar com a obra de arte (FREIRE, 2005).

O artista, Marchel Duchamp, ficou conhecido por sua arte e por ter se tornado um dos maiores representantes do dadaísmo, movimento que começou em 1916 durante a Primeira Guerra Mundial, e foi considerado emblemático por suas provocações e estilo inusitado. Sua obra mais marcante foi "Fonte" (1917), um mictório assinado com um nome fictício, R. Mutt. Essa obra causou grandes polémicas no meio artístico e até hoje é motivo de reflexões.

A história dessa obra é curiosa. Em uma exposição de 1917, os artistas podiam inscrever seus trabalhos e pagar a inscrição para que os trabalhos fossem exibidos. Duchamp inscreveu sua obra de arte e, naquele ano, a obra foi rejeitada, mas no ano seguinte foi aceito. Nada como a evolução de um ano para o outro, não é mesmo?

Sobre o ready-made, Duchamp disse:

"Se o Sr. Mutt, fez A fonte com sua próprias mãos ou não, não tem importância. Ele a escolheu. Ele pegou um objeto cotidiano e o posicionou de forma que sua utilidade desapareceu sob um novo título e ponto de vista - ele criou um novo pensamento para aquele objeto."

Ainda sobre Arte Contemporânea, Canton (2009) disse:


"Diferentemente da tradição do novo, que engendrou experiências que tomaram corpo a partir do século XX com as vanguardas, a arte contemporânea que surge na continuidade da era moderna se materializa a partir de uma negociação constante entre arte e vida, vida e arte. Nesse campo de forças, artistas contemporâneos buscam um sentido, mas o que finca seus valores e potencializa a arte contemporânea são as inter-relações entre as diferentes áreas do conhecimento humano."





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